sábado, 11 de julho de 2015

Síndrome do Piu-piu ou ação entre amigos?

Com mais de um ano de silêncio, não sem me manter informado mesmo a distância da política cultural jaraguaense, volto com alguns fatos curiosos do último edital lançado pelo Fundo Municipal de Cultura de Jaraguá do Sul.

A mera exposição das imagens com alguns trechos que interessam destacados será suficiente para entender:




Portaria com o resultado dos projetos aprovados:





Matéria do Jornal O Correio do Povo de 24 de junho de 2015:




Lendo as atas das plenárias referentes a aprovação dos projetos, o número de inscritos diminuiu consideravelmente comparado com os anos anteriores. Apenas um projeto foi indeferido porque o proponente já teve outro projeto aprovado em outra área.

Pelos nomes dos proponentes dos projetos que foram aprovados percebe-se o grau de parentesco ou amizade entre artista e conselheiro.

Sobrou dinheiro...



Lembro uma vez que um projeto meu teve o cachê reduzido porque os conselheiros acharam o valor muito alto, agora eles orientam a agrupar todos os cachês dos artistas envolvidos no projeto num mesmo item. 




Sem falar dos projetos mal elaborados que foram aprovados...



As portarias, matéria do jornal OCP e as atas falam por si, cultura em Jaraguá do Sul, virou ação entre amigos com dinheiro público e o povo vive com a síndrome do Piu-piu.

Recomendo a leitura do artigo abaixo, Para o Marcos 2.27, escrito há um ano e 4 meses.

terça-feira, 4 de março de 2014

Para o Marcos 2.27...

Não sei se você é um inocente juvenil ou senil, mas vou perder um pouco do meu precioso tempo de descanso para limpar os respingos da sua diarreia verbal.

Espero que ao final do texto você aprenda distinguir um diamante de um cocô.

Não estou mais morando em Jaraguá do Sul, acompanho as notícias da cidade a distância pela internet, se quero uma opinião imparcial leio o site do Peron, se quero algo nostálgico olho o site do jornal O Correio do Povo e Folha SC. Só olho mesmo...
Interessante foi um comentário feito numa postagem do site do Peron http://sergioaperon.com.br/?p=27515  onde um tal de Marcos 2.27 (E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado), realmente o comentário foi feito num sábado, manifestou solidariedade ao Leone Silva, presidente da Fundação Cultural.
Provavelmente o Marcos é um PTista e cristão, como se o fato de professar a fé cristã permitisse votar em partidos comunistas, já que uma das características dos mesmos é o ateísmo. Disse provavelmente, pois sei que PTistas geralmente afundam juntos e por isso deduzi que ele seja do mesmo partido do presidente da FC.
Também em outro momento, ainda o Marcos, apresenta uma reportagem onde é citada uma fala do próprio Leone, quando representante da área de teatro no Conselho Municipal de Cultura. Para determinadas pessoas a imprensa virou fonte científica.
Das poucas vezes que dei entrevistas em jornais de Jaraguá do Sul, muitas delas tinham respostas distorcidas, ou mal escritas. Com isso aprendi que qualquer opinião deve ser gravada, pois se depender da maneira de escrever de outra pessoa, corremos o risco de sermos incompreendidos.
Repórteres geralmente não investigam a veracidade de determinadas informações. A falta de comprometimento com a profissão ou de tempo pode ser um dos fatores que contribuem para tantas matérias mal elaboradas ou com informações erradas.
Caro Marcos, você quer fonte confiável? Consulte as atas do Conselho Municipal de Cultura:
As atas dos dois primeiros anos eu fiz uma análise minuciosa, coisa que você não fez, se guiou apenas por conversa.

Por que quando eu te passei gentilmente esses links você atacou um projeto meu? Dizendo que o meu caso era bizarro? O que isso tem a ver com o fato da “nova” Fundação Cultural estar no mesmo caminho da época do Jorge? Novamente mais do mesmo?


Acho interessante querer comparar projetos meus, onde divulguei todo o orçamento no meu blog (pede para algum outro proponente fazer isso http://www.ederw.blogspot.com.br/2013/04/edital-fmc-032012-mais-contradicoes.html ), com eventos onde foram contratadas empresas de fachada, gente que nem estava em Jaraguá do Sul durante a realização do evento, mas que aparecem como credores.

Abrir a caixa de pandora? Mas o Leone não era conselheiro também? Não é o atual vice-presidente do Conselho? Não foi ele que deu entrevista numa rádio falando da circulação de uma peça de teatro nas escolas de Jaraguá e simplesmente uma diretora de uma das escolas citadas ligou para a rádio informando que tal peça de teatro nunca foi apresentada na escola? Cito essa história porque eu ouvi ao vivo. Para você tudo o que está acontecendo na FC são contos infantis? Quer dizer que se eu faço um projeto, eu não tenho o direito de pedir o valor que eu acho justo? Vai ser o ConCultura ou o Leone quem vai dizer o quanto devo cobrar pela minha proposta cultural? A “polícia moral”?

Se você recebe um parecer favorável da análise técnica e depois o conselho simplesmente indefere o projeto você não tem direito de interpor recurso? Quer dizer que se eu apresentar por 2 ou 3 anos projetos bons e dentro da realidade de Jaraguá do Sul e eles serem aprovados então eu me torno um privilegiado?

Conheci uma vez um conselheiro que era a favor da rotatividade, ou seja, aprovar projetos estúpidos apenas pelo fato do proponente nunca ter um projeto aprovado pelo ConCultura. Você também pensa dessa maneira?

A estupidez humana deveria ter um limite, mas não tem!

No Brasil as pessoas não são a favor de ideias ou atitudes, são a favor ou contra pessoas. Basta a pessoa fazer uma coisa que você não gosta você fica 100% contra ela. Regra de Goethe: Senhores conversam sobre coisas, escravos conversam sobre pessoas.  No Brasil é tudo mentalidade escrava onde as pessoas são a favor ou contra pessoas, não de ideias ou projetos. Você gosta de fulano? E de ciclano? Conversa de namoro.

Invista um tempo lendo algumas postagens do meu blog, veja que não tenho nada a esconder, ao contrário de você que nem tem coragem de se identificar, prefere se esconder atrás do nome de um evangelista.

O seu comentário é o mais vulgar e pueril dos truques erísticos: despejar contra o adversário, mediante as contribuições de muitos colaboradores, mais objeções estúpidas do que ele teria, materialmente, o tempo de responder.

Nunca houve uma estupidez tão profunda quanto a que há no Brasil.

Durante toda a minha vida tentei não ser subserviente nem rebelde. Toda ação deve amoldar-se à realidade da situação e ao senso das proporções, não apenas exteriorizar um temperamento. 

O horror ao conhecimento é a fonte de todas as nossas desgraças.

Depois que eu divulguei o link abaixo alguém falou que era teoria da conspiração:


Tudo que você não gosta e não quer que divulgue você chama de teoria da conspiração.

Marcos 2.27, o seu comentário foi muito útil para a cultura jaraguaense, pois nele você confessa que havia, ou existe ainda, uma “polícia moral” dentro do Conselho Municipal de Cultura. Algo que eu divulguei no dia 02 de abril de 2012, conforme link acima, mas como eu não era integrante da “polícia moral” como você se referiu, eu preferi acreditar ingenuamente que eram ciúmes dos conselheiros, ou na sua visão, porque eu era um privilegiado.
Vale a pena ler novamente...




Para interpor recurso para o ConCultura, também tem de fazer um B.O. na “polícia moral”?

Fiz recurso de um projeto meu que simplesmente cortaram 50% do meu cachê, até hoje não me responderam. É esse o projeto que você se refere, está tudo aqui:


Ninguém discursa mais bonito contra a corrupção do que o corrupto.

O brasileiro não lê o que está escrito, ele lê o que ele imagina que o autor secretamente quis dizer. (Cláudio Moura e Castro).

Sinceramente Marcos acho que você vive numa espécie de pasta mental, também conhecida como síndrome de Piu-piu: o fato está na cara da pessoa mas ela fica em dúvida se ele realmente existe. "Acho que vi um gatinho".

Quando uma pessoa é assim do ponto de vista intelectual, o quê que passa a predominar na conduta dela? A impulsividade. Não sendo capaz de articular as coisas racionalmente, ela tem de seguir o que sobra, o primeiro impulso que vier. Dessa maneira você cria uma geração de jovens burros, impulsivos e violentos. Sabe-se que ser professor em escola primária e secundária hoje em dia é arriscado.

O pior é ter a cara de pau de justificar a atual Fundação Cultural usando a velha como referência, isso é o que você chama de “novo”? O mesmo modus operandi? Sinceramente, depois de tudo que li no site do Peron não vejo diferença da “nova” FC para a antiga.  E é só o primeiro ano.

Eu sempre defendi que para o cargo de presidente de Fundação Cultural o candidato deveria apresentar um perfil condizente com a área. Há textos aqui no blog a respeito. Desde a eleição do Dieter eu sabia que seria o Leone (http://leone13567.blogspot.com.br/) que assumiria a FC.

Finalmente assumiu o cargo uma pessoa com o perfil que eu desejava e... o site do Peron conta o resto. Jaraguá em Dança, Schützenfest 2013, Carnaval 2014 e outras coisas mais aparecerão.

A cada ano que passa, a prestação de contas da Schützenfest derruba alguém, e não é com a bebida ou com tiros.

Tem situações que não podem ser satirizadas porque elas já são satíricas em si mesmas. (Karl Klaus).

Se você não tem uma hierarquia de valores você não pode julgar ninguém.

Dentro da imensa variedade das personalidades humanas é absolutamente impossível que elas todas se harmonizem umas com as outras. Sempre haverá uma margem de conflito inevitável. A maior parte das coisas que as pessoas se sentem ofendidas não correspondem a erros morais objetivos, mas apenas a alguma coisa que as desagradou. Reserve a sua ira para as coisas objetivas.

Quando o Leone assumiu conversei com alguns amigos a respeito e sempre dizia: Vamos esperar para ver. Sempre com esperança que o modus operandi seria diferente. Não foram uma ou duas pessoas que ficaram indignadas com a nomeação dele para o cargo de presidente da FC, pessoalmente ouvi uma dúzia de histórias envolvendo-o, mas como não participei de nada relacionado ao teatro (GATS) e não presenciei nenhuma delas, não me interessei pelo assunto.

Não sou adepto do telefone sem fio: Fulano, disse que Beltrano, viu Ciclano e coisas do tipo.

Hoje vendo as informações no site do Peron, as histórias se confirmam e certamente os meus amigos vão falar para mim: Eu não disse?

Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz. (Lênin).

Obs.: As frases em itálico são do filósofo Olavo de Carvalho.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Autor de blog responde também pelos comentários de seus leitores

A 1ª Câmara de Direito Civil do TJ manteve sentença que condenou um blogueiro a indenizar um representante público, em R$10 mil, por danos morais, em virtude de ofensa à honra e à imagem do autor, a partir de comentários postados por leitores daquele espaço virtual. O juiz da comarca, localizada no Vale do Itajaí, disse que o responsável pelo instrumento tinha controle e poderia evitar postagens pejorativas.

De acordo com o processo, no espaço destinado a comentários acerca das matérias publicadas no veículo, independentemente dos fatos narrados serem verídicos, ou não, vieram a público xingamentos de ordem pessoal com o único fim de denegrir a imagem do autor. 

Mesmo assim, o blogueiro não excluiu o material repudiável. A apelação atacou a sentença e pediu sua reforma ou, pelo menos, a redução do valor da condenação.

Questionou o fato de o apelado insurgir-se somente contra certas partes dos comentários, exatamente aqueles que versavam sobre sua má administração pública. Apontou o político como interessado em utilizar o Judiciário tão somente para vingança pessoal e considerou estranho seu desinteresse em identificar os verdadeiros autores dos comentários ofensivos. 

Acrescentou que todos os homens públicos estão sujeitos a críticas.

A câmara, entretanto, vislumbrou ofensas pessoais e não relativas ao modo de exercer a função pública municipal, já que os termos utilizados provariam esse fato: “idiota”, “cérebro de legume”, “rapazola” , “incompetente”, “inepto”, “obtuso”, “futriqueiro”, “tem mau hálito”, “cavalgadura”, “mula”, “vagabundo” e “safado”.

“Cotejando os princípios da liberdade de imprensa e o direito a honra do apelado, tenho que no caso em questão esse último deve prevalecer considerando-se que os comentários foram redigidos com evidente “jus difamandi”, anotou a desembargadora substituta Denise de Souza Luiz Francoski, relatora da matéria. A decisão foi unânime (AC n. 2011.010930-2).


FONTE: TJSC

terça-feira, 27 de agosto de 2013

ECAD e Mais cultura nas escolas.

Após quase dois meses de silêncio, voltei. Numa próxima postagem vou explicar os motivos desse hiato. Duas notícias que agora podem ser consideradas antigas, mas que não podem ser ignoradas.




Aprovado no Senado texto que estabelece novas regras para atuação do Ecad

O Plenário do Senado Federal aprovou quarta-feira (03/07), o PLS 129 que estabelece novas regras para a cobrança, arrecadação e distribuição dos direitos autorais. Pelo texto, pelo menos 85% da arrecadação passam a ser distribuídos aos titulares dos direitos, entre os quais os compositores e intérpretes. Agora o texto segue para votação na Câmara. A aprovação ocorreu após uma tarde de intensas negociações lideradas pela ministra da Cultura Marta Suplicy e representantes da classe artística, como Roberto Carlos, Fafá de Belém e Caetano Veloso. O grupo acompanhou a votação da matéria da Comissão de Constituição e Justiça, negociou para que a votação fosse realizada no Plenário da Casa ainda hoje e se reuniu com a presidenta Dilma Rousseff para falar sobre o tema. "Se o projeto for aprovado será sancionado", afirmou a presidenta diante dos artistas. Para a ministra, a aprovação é uma grande vitória da classe artística brasileira. "É preciso ter uma transparência do órgão que faz a arrecadação e hoje em dia o que vemos é uma grande caixa preta".

Fonte: Rede Marketing Cultural.

Comentário: Mudaram as regras do ECAD e sequer convidaram os artistas a participarem da discussão. O governo acha que criando mais um órgão fiscalizador (e mais uns duzentos cargos comissionados), vai acabar com a palhaçada que acontece com os direitos autorais de artistas não globais. Essa lei só vai beneficiar os usuários de direitos autorais (televisões, rádios, empresas de telefonia, publicitários, etc.). Quem nunca ouviu falar de Creative Commons? Até eu já caí nessa ilusão, mas sempre dá tempo para acordar. Das execuções fraudulentas ninguém fala nada? Do “Jabá” que os empresários de duplas de sertanejo universitário pagam para ter suas músicas tocadas em todos os períodos nas rádios? Como fica essa arrecadação de direito autoral? Vai ser da porcentagem dos shows realizados após as execuções radiofônicas? O pior é ter gente com esperança de que isso vá melhorar a vida dos artistas anônimos que dependem de suas obras para sobreviver. Pelo menos toda essa galera que fez campanha para candidatos a governador terá um “carguinho” garantido com esse novo órgão fiscalizador.



Prorrogadas as inscrições para o Programa Mais Cultura nas Escolas
Os ministérios da Cultura e da Educação prorrogaram para até 10 de agosto, o prazo para as inscrições no Programa Mais Cultura nas Escolas. O Programa está recebendo inscrições de todo o país de projetos de atividades culturais que serão desenvolvidas em parcerias com escolas públicas que integram os Programas Mais Educação e Ensino Médio Inovador do Ministério da Educação. Todas as escolas públicas do Mais Educação e Ensino Médio Inovador, contempladas em 2012, além de artistas e iniciativas culturais, poderão inscrever e enviar projetos do Mais Cultura nas Escolas via Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação.



Fonte: Rede Marketing Cultural.

Resumo do programa:

1.         O Ministério da Cultura e o Ministério da Educação lançaram no dia 21 de maio o Programa “Mais Cultura nas Escolas”.

2.         Mais Cultura nas Escolas é o encontro de iniciativas culturais e escolas públicas de todo o Brasil, para democratizar o acesso à cultura e contribuir à qualificação do ensino básico. Artistas, mestres das culturas populares, cinemas, pontos de cultura, museus, bibliotecas, arte educadores e outras iniciativas culturais podem elaborar Planos de Atividade Cultural em diálogo com projetos pedagógicos e eixos temáticos do Mais Cultura nas Escolas.

3.        As atividades serão desenvolvidas dentro ou fora da escola por no mínimo 6  (seis) meses, valendo-se das mais diversas linguagens artísticas (música, teatro, audiovisual, literatura, circo, dança, contação de histórias, artes visuais, etc.) e manifestações da cultura (rádio, internet, jornal, culinária, mitologia, vestuário, mestre e saberes populares, etc.).

4.         Poderão se inscrever 34mil escolas ativas nos Programas Mais Educação  e Ensino Médio Inovador (MEC) até 2012. As inscrições serão feitas por meio do SIMEC (Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação). Serão selecionados 5 mil projetos em 2013.

5.         Os projetos contemplados receberão valores entre R$ 20 mil e R$ 22 mil, calculados conforme o número de alunos matriculados na escola, que poderão ser gastos também na contratação de serviços culturais necessários às atividades artísticas e pedagógicas. Os recursos serão pagos via PDDE/ FNDE (Programa Dinheiro Direto na Escola/ Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) sendo, portanto, repassados direto às escolas. Tanto iniciativas culturais como escolas poderão inscrever somente um único projeto, elaborado conjuntamente com um(a) único(a) parceiro(a).

Comentário: Tentei me inscrever nesse programa, mas para minha perplexidade, das 30 escolas municipais que Jaraguá do Sul possui, apenas duas estão cadastradas: Luiz Gonzaga Ayroso e Helmuth Guilherme Duwe. No programa Ensino Médio Inovador, apenas a Escola Abdon Batista está inscrita.

Vergonha total! A lista é do mês de julho deste ano, pode ser que mais uma ou outra escola tenha se inscrito, mas acho difícil. Pelo jeito o pessoal viciou em editais mais simples e lei Rouanet, afinal de contas, em Jaraguá do Sul está sobrando dinheiro!

Abriu concurso público para vaga de professor de artes.


Professor de artes pode dar aula de música, agora experimenta colocar um professor de música para dar aulas de artes...

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Alguns editais...

Instrução Normativa 1, de 24 de junho de 2013.  


O Ministério da Cultura realizou alterações nos procedimentos do mecanismo de incentivo fiscal da Lei Rouanet. As novas regras já estão em vigência e englobam processos da apresentação, recebimento, análise, aprovação, execução, acompanhamento e prestação de contas de propostas incentivadas.

A partir de agora, o proponente, que tinha a remuneração limitada a 10% do valor do projeto ou o teto de R$ 100 mil, pode receber por serviços prestados, desde que fique comprovado que o serviço seja o mais econômico.

A instrução normativa amplia de 15% para 20% o limite de valores que podem ser remanejados no projeto sem a necessidade de autorização prévia do MinC.

Também foi ampliada a complementação de recursos para execução de um mesmo projeto de 25% para 50% do valor já aprovado. Em relação às entregas, a IN estabelece a doação obrigatória de no mínimo 10% dos produtos gerados pelo projeto para a população de baixa renda. A nova regra prevê também que 20% dos produtos culturais sejam comercializados por até R$ 50 – valor do Vale-Cultura.

Fonte: Rede Marketing Cultural.

Em abril do ano passado fiz um texto questionando a aplicação desta lei em editais municipais http://www.ederw.blogspot.com.br/2012/04/o-valor-do-artista-continuacao.html

Já tá na hora do Conselho Municipal de Cultura de Jaraguá do Sul rever essa norma para os próximos editais, pois segundo o e-mail do ex-conselheiro, o Fundo Municipal segue as leis do Ministério da Cultura.

Essa complementação de recursos ampliada para até 50% do valor já aprovado deve ter sido inspirada nas obras para a Copa do Mundo, só pode. Vai ter proponente aproveitando a brecha para faturar, principalmente esses artistas de televisão que usam a Lei Rouanet para gravar cd, DVD, fazer turnês e filmes do Lula.

Mudando de assunto.

Concurso público:

Por um acaso olhei um edital de concurso público para a Prefeitura de Itapiranga – SC.



O que me chamou a atenção:


1° A diferença de R$ 330,00 (trezentos e trinta reais), de um instrutor com ensino médio para um instrutor com ensino superior é um bom argumento para eu incentivar alguém a frequentar um curso superior de música.

2° Ensino superior em qualquer área. Quer dizer que qualquer pessoa com curso superior pode ser instrutor de música?

Pior é ler as atribuições do cargo para Instrutor de Música Nível 1 e 2 e ver que são idênticas. A prova também terá o mesmo conteúdo, segundo o edital.

Para quem quiser tentar as inscrições seguem até o dia 09 de agosto, as provas serão aplicadas dia 17 de agosto.

Detalhe: haverá prova prática para os candidatos a instrutores de música, que consiste na apresentação de uma peça musical instrumental de até 6 minutos. Cantores já estão descartados!

Uma vez num curso de Capacitação do Ministério da Cultura, um dos participantes disse que cantor não era músico. Daí eu perguntei: Ué, mas quem se forma em bacharelado em música, opção canto é o quê?

Acho que esse participante do curso deve estar na comissão organizadora do concurso público citado.

Isso que estamos no século 21.

Edital Elisabete Anderle

Terça-feira, dia 09/07, encerraram as inscrições para o Edital de estímulo a cultura Elisabete Anderle. 

Encaminhei um projeto e como deixei para a última hora, li o edital com mais atenção apenas nos últimos dias.

Em nenhum lugar do edital foi exigido que os proponentes ou artistas participantes dos projetos encaminhassem currículos, assim como limites de autorremuneração, de valores com material gráfico, ou de informações necessárias para a elaboração do projeto.

Nada. O edital deixa a entender que qualquer pessoa que tiver alguma ideia mirabolante de fim de semana e uma tarde para arrumar os documentos e preencher duas páginas de Word, pode concorrer em igualdade com artistas ou empresas que praticamente vivem de elaboração de projetos culturais.

Também não incentiva a realização de oficinas, workshops, seminários, master classes, muito menos festivais ou encontros. O próprio edital oferece produtos culturais prontos e com os seus respectivos preços. Algo muito democrático e inspirador.

Muito perigoso esse tipo de conduta. Ainda mais num estado que mantêm instituições como as Secretarias de Desenvolvimento Regional.

Cultura em Santa Catarina tá virando comédia, ou já era e só agora eu me liguei nisso.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Música ou literatura, ou os dois?

No dia 11 de maio li a seguinte resolução:





No dia 13 de junho recebo o seguinte e-mail:




E no dia 24 de junho vejo no Facebook:




Fiquei confuso, pelas notícias entendi que um projeto classificado como sendo de literatura foi aprovado pelo Conselho Municipal de Cultura (ConCultura), como projeto de música. Ou o contrário. 

Consultei o Edital 03/2012 do Fundo Municipal de Cultura, afinal o quê, segundo o edital, distingue um projeto musical de um projeto de literatura.








Comparando o que usei como fonte para avaliação do projeto e a divulgação do mesmo, o referido projeto não se encaixa como um projeto exclusivamente de literatura.

Dependendo da descrição contida no projeto original, que eu não faço a mínima ideia, o projeto pode ser um evento literário, ou evento cultural, ou ainda, pelo uso da expressão “poético-musical”, apresentada na arte acima, como sendo um projeto de artes integradas. Que convenhamos, seria a área mais apropriada.

O que me chateia é que já foram poucos projetos de música aprovados, e ainda um deles, pelas informações recebidas, se encaixa em outra área. Nada contra a Bel, conheço ela e um pouco do seu trabalho.

O objetivo dessa postagem não é denegrir nenhum artista e muito menos projetos culturais. Quem sou eu para fazer isso?

Fico pensando quantos projetos deixaram de ser aprovados por não se enquadrarem em determinada área. Será que a Resolução 07/2013 trocou de área o projeto? Pode ser. Os projetos que foram aprovados nessa resolução tinham interposto recurso e parece que foi tudo as pressas, então alguém pode ter digitado errado.

Geralmente meu sobrenome é digitado errado nessas resoluções. Erros acontecem.

E se não foi? O ponto chave da questão é quem avaliou o projeto? Na leitura da descrição do projeto não identificaram que não é apenas um projeto musical, mas poético-musical?  Ou isso não estava explícito no projeto?

Tem pessoas que escrevem projetos mirabolantes, mas que na hora da execução são coisas simples, o tradicional mais do mesmo, apenas rotulado de maneira diferente. Assim como projetos simples, mas com produtos interessantíssimos, até certo ponto, indescritíveis dentro do formulário que somos obrigados a preencher para participar de um edital.

A iniciativa da Bel é interessantíssima e apropriada para o momento.

Acredito que o espetáculo do próximo sábado será o mesmo que foi aprovado pelo ConCultura.

E se está dentro da programação que foi aprovada no projeto, falta divulgar que o espetáculo é financiado com dinheiro público.

Às vezes a inclusão ou exclusão de uma palavra pode mudar completamente o rumo da discussão.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

3ª Conferência Nacional de Cultura



A Secretaria de Articulação Institucional (SAI), do Ministério da Cultura, criou um hot site para divulgar os temas relativos à 3ª Conferência Nacional de Cultura. 

O endereço da página é www.cultura.gov.br/3cnc O hot site é o local onde serão disponibilizadas todas as informações sobre a Conferência. 

Os gestores públicos, produtores culturais e a sociedade em geral poderão consultar o Regimento Interno da 3ª CNC, o texto-base, as minutas de documentos e as guias para a realização das etapas municipais e estaduais. 

Também estará disponível no hot site um calendário com as datas de realização das conferências municipais e estaduais. 

A 3ª CNC será em Brasília, entre 26 e 29 de novembro. 

A SAI pede para que todos os interessados nas conferências acompanhem as informações constantes no hot site e participem dos encontros nos municípios e nos estados, quando serão escolhidos os representantes da sociedade civil que participarão da etapa nacional, em novembro, em Brasília.

Fonte: Rede Marketing Cultural.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Edital Elisabete Anderle 2013



Após 4 anos de falta de comprometimento do governo estadual com a cultura catarinense, eis que surge a segunda edição do Edital Elisabete Anderle, erroneamente intitulado como Prêmio Elisabete Anderle de estímulo a cultura.

Erroneamente denominado Prêmio porque o montante destinado ao Edital, R$ 7.200.000,00 (sete milhões e duzentos mil reais), provém do FunCultural, ou seja, uma verba já instituída para a cultura. Então é edital mesmo!

Os 7 milhões de reais financiarão 188 projetos nas categorias Teatro, Música, Artes Populares, Patrimônio Cultural, Artes Visuais, Dança e Letras.

Uma novidade é a distribuição de valores para a aquisição de passagens aéreas para intercâmbios: serão 180 contemplados para destinos nacionais e outros 92 para internacionais.

A verdade é que após a primeira edição, nenhum dos secretários de cultura (Gilmar Knaesel em 2009, Valdir Walendowsky em 2010, Cezar Souza Júnior em 2011, José Natal Pereira em 2012), que assumiram a pasta, se preocuparam com a periodicidade do edital, fato que contribui para a sua não realização ano passado.

Agora o atual secretário Beto Martins, apenas deu prosseguimento a um edital que literalmente ficou quase 4 anos mofando em alguma gaveta da Secretaria de Estado do Turismo, Cultura e Esporte (SOL).

Será estranho se a partir de 2013 esse edital torne-se periódico. Apenas demonstrará uma falta de planejamento tremenda por parte das autoridades, pois ainda não está claro se o edital é anual, bienal, trienal, etc.

Ano passado já havia comentado a respeito disso na postagem a seguir:


Com a não realização do Edital Elisabete Anderle em 2012, o FunCultural teve a sua disposição aproximadamente 10 milhões de reais para investir, ou gastar, com projetos culturais.

As inscrições são gratuitas e vão até o dia 09 de julho. Entrega dos projetos pelos Correios ou pessoalmente na Fundação Catarinense de Cultura. Mais informaçòes:



Detalhe importantíssimo: O prêmio é livre de imposto de renda!